Mitos e Lendas

A Criação

Segundo a lenda mais difundida, a origem do planeta deu-se há muito tempo, bem antes da Guerra Divina quando os deuses antigos ainda governavam:

"Zoah, o deus-pai da criação, era apaixonado por Myriah, a deusa-mãe da espiritualidade, e na tentativa de conquistar o seu amor ele usava seus poderes para fazer criações e presenteá-la (Zoah era capaz de criar qualquer forma através de materiais simples como água e terra). Myriah adorava os presentes e com seus poderes concedia-lhes o dom da vida (assim surgiram as primeiras formas de vida como plantas e animais).

Certo dia, Zoah ofereceu à sua amada a mais grandiosa de suas criações: um lugar de proporções universais para que ela pudesse guardar todos os seus presentes (essa criação era o próprio planeta Myriah em sua forma bruta). A deusa colocou todos os presentes no planeta e depois o embelezou ainda mais, criando os mares, rios, montanhas e florestas. Comovida com tão grande gesto de amor, Myriah casou-se com Zoah e eles começaram a habitar e cuidar do planeta.

Assim foi formado o atual planeta e da união de Zoah e Myriah surgiram os atuais deuses conhecidos como os Hessirai."


Trecho retirado do livro Liber Vitae - A origem, na Biblioteca Sagrada de Seles.

A Guerra Divina

Marco zero na história de Myria, esse foi o acontecimento mais antigo já registrado e catalogado, todas as informações anteriores a este episódio foram perdidas durante esta guerra.

Ninguém sabe ao certo o motivo ou inimigo que causou esta guerra, até mesmo os sumo-sacerdotes dizem não saber. O único fato concreto é que esta batalha foi responsável por diversas mudanças no futuro do planeta.

"Um grande inimigo, cujo poder e força jamais foram vistos antes apareceu. As perdas foram incontáveis, milhares de seres foram mortos e muitos lugares destruídos, o planeta foi totalmente mudado e conheceu a sua primeira grande era do caos.

A sede de sangue e destruição não havia como ser medida, até mesmo deuses estavam sendo derrotados. Não havia outra solução a não ser formar uma aliança divina: Zoah, Myriah e seus filhos desceram de Phangar e juntaram forças para combater o grande mal que assolava o planeta.

A luta foi árdua e perdurou por anos a fio. Após décadas de lutas e batalhas, a deusa Myriah foi derrotada no campo de batalha e, para tentar salvar a sua amada, Zoah a envolveu com sua energia e a levou para os céus em segurança (dizem que assim surgiu a lua principal). Cansado e quase sem forças, Zoah também se enclausurou e subiu aos céus para repousar (assim surgiu o sol).

Com duas grandes perdas, os deuses estavam prestes a conhecer a derrota, quando em um ímpeto de bravura a deusa Filaha organizou sabiamente os deuses sobreviventes em um glorioso contra-ataque, que deixou o Inimigo surpreso, fazendo com que os deuses fossem capazes de vencer a guerra.

Assim, Filaha tornou-se a nova líder de Phangar e formou os Hessirai ("vitoriosos" na linguagem celestial) com os deuses sobreviventes. Zoah e Myriah foram dados como mortos, mas hoje muitos acreditam que Zoah é o sol que ilumina e fornece energia para todos e Myriah é a lua, que ilumina as noites frias e solitárias, acalentando as almas temerosas de seus filhos.

Dizem também que Zoah tenta sempre alcançar Myriah para que os dois fiquem juntos novamente e quando os dois se encontrarem promessas de um novo mundo irão se concretizar."


Trecho retirado do livro Liber Vitae - A origem, na Biblioteca Sagrada de Seles.

Planos Paralelos

Myria é cercada por vários planos paralelos que possuem conexões e bolsões por toda a extensão do planeta. Dentre eles, os que mais se destacam são: o Plano Astral, lar das criaturas mágicas e os planos opostos entre si: Phangar, o plano divino e Infyrrell, o plano dos mortos.

Astral é o plano da magia bruta, de onde as energias mágicas mais poderosas são retiradas para que efeitos de grande magnitude sejam realizados em Myria. Também é o lar das criaturas mágicas, como elementais e seres conjurados.

Pouco se sabe sobre esse plano, nunca conseguiram expedições que retornassem de suas viagens exploratórias, o que leva os estudiosos a crerem que ele seja extremamente instável, inadequado à sobrevivência humana, ou existam seres muito poderosos. Especula-se que o plano possua várias subdivisões, entre elas estão os bolsões elementais.

Phangar é a morada dos deuses, um dos planos paralelos a Myria, onde estão localizados os deuses criadores, os Hessirai. É um lugar mágico, de paz e tranquilidade, somente aqueles que os deuses julgam ser dignos é que são permitidos ter o descanso final servindo-os, como vassalos ou como phangares, os anjos guerreiros.

Também é chamado de Plano Divino, pois é de onde a energia para as magias dos seguidores dos deuses é retirada, ele é dividido entre as orbes de Ouro, Prata e Bronze. A orbe Dourada é onde vivem os deuses Hessirai, liderados por Filaha, no palácio de Cristal. A orbe Prateada é onde vivem os semideuses, valquírias e seres sagrados, sendo governada pelos nove Sephiroth, divindades menores de grande poder. A orbe de Bronze é onde vivem os phangares, conhecidos como anjos guerreiros, são as almas de mortais considerados valorosos pelos deuses e criados para servi-los, é governada pelo Serafim Metraton e seu batalhão de sete arcanjos e sete valquírias.

Infyrrell é o oposto de Phangar, um lugar sombrio e agonizante, o plano dos mortos. Todas as almas que são excluídas de Phangar, independente de como foram suas vidas em Myria, são enviadas para Infyrrell, para o descanso final ou o sofrimento eterno junto aos espíritos e demônios das sombras. Ele é divido em 5 distritos: Purgatório, Elisium, Planície Escaldante, Planalto Gélido e Fosso das Sombras.

O primeiro distrito é o Purgatório, lugar onde ficam as almas ceifadas pela Morte e trazidas pelas valquírias negras, aguardando o julgamento dos seus feitos em vida pelos 3 juízes do purgatório, sendo decidido para qual distrito elas irão.

O segundo distrito é o Elisium, um campo com árvores, rios, flores, comida em abundância e música, onde as pessoas julgadas "de bem" têm o seu merecido descanso.

O terceiro distrito é a Planície Escaldante, um imenso deserto, onde correm rios de lava e nuvens tóxicas, é neste distrito que ficam as almas com pecados menores, essas são condenadas a vagar pelo deserto quente ou atravessar os rios de lavas. Esse distrito é repleto de monstros aberrantes e incompreensíveis e é governado por Echdna, esposa do deus Agales e mãe de todos os monstros.

O quarto distrito é o Planalto Gélido, o lar dos demônios e diabos, onde os pecadores são arremessados continuamente nos gigantescos penhascos farpados. Ele é repleto de geleiras com ventos cortantes e tempestades de raios, é governado pelo príncipe dos Caídos, Lucífer e seus três generais.

O quinto distrito é a prisão-moradia do deus dos mortos Necron, chamado de o Fosso das Sombras, é um lugar sombrio e assustador, habitado por muitos mortos-vivos poderosos, qualquer um pode entrar nesse distrito, mas apenas Necron pode permitir que alguém saia dele, excluindo a si mesmo. Aqui fica o Muro das Lamentações, por onde as almas voltam para reencarnar em uma nova vida, após terem seu destino tecido pelas 3 parcas, as filhas do deus do tempo Wus.

A Revolta dos Mortos

Necron era o responsável pela recepção, controle e orientação das almas dos habitantes mortos de Myria em Phangar, ele era zeloso e cordial com elas, mas também era muito apegado, não gostava de libertá-las para seguirem o fluxo da energia vital e viverem uma nova vida.

Rhyfel, deus, da guerra, aproveitando-se da situação para tentar derrubar Filaha, indagou Necron sobre o porquê de as almas não poderem andar livremente por Myria. Necron acabou por alimentar essa dúvida e um dia resolveu se rebelar liberando todas as almas de Phangar em Myria.

As almas não conseguiam se manter materializadas, muitas acabavam sendo absorvidas pelo próprio planeta, Necron então as colocou em corpos mortos para que elas ficassem protegidas, criando assim os primeiros mortos-vivos. Essa proteção fornecida pelo deus dos mortos não resistiu muito tempo, os corpos apodreciam e as almas eram perdidas, logo os mortos-vivos descobriram que ao se alimentarem de almas recém-mortas eles poderiam estender sua pós-vida, começando assim uma chacina entre os vivos, gerando caos e tumulto.

Kadesh, o deus da trapaça, por diversão, resolveu atrapalhar os planos de Necron e alertou a deusa Filaha sobre o ocorrido. Ela usou todo o seu poder para consertar a situação, mas não foi capaz de levar as almas de volta à Phangar, ela então prendeu as almas em outro plano, paralelo a Myria, esse plano transformou-se em Infyrrell. Por fim, Filaha castigou Necron com o exílio de Phangar, aprisionando-o em Infyrrell, para cuidar de todas as almas até que seu novo ciclo de vida fosse tecido pelas parcas.

Atualmente Necron vive lacrado em Infyrrell, mas aprendeu a dominar as almas e a energia mágica presente no lugar, criou novos tipos de criaturas, entre elas os demônios e diabos, e passou a governar o submundo. Apesar de não poder sair de Infyrrell com sua forma física, dizem que ele viaja, à noite, para Myria, através dos mortos e outras criaturas da noite.

Lágrimas de Myriah

Foi um fenômeno ocorrido aproximadamente por volta do ano 1000. Ele foi descrito como um enorme turbilhão de luzes prateadas que se originou da lua principal de Myria, repleto de monstros em seu interior.

A força do impacto desse turbilhão foi a responsável pela fragmentação do continente Keshan, criando as 4 grandes ilhas e a formação do círculo de Hass que dizem ser um portal de ligação entre outros planos.

Na época desse fenômeno notou-se um considerável aumento na quantidade de monstros ao redor do local atingido, também há relatos de pessoas perdendo a razão e transformando-se em monstros e criaturas amedrontadoras.

Especula-se que nessa mesma época tomou-se o conhecimento da existência de orcs e goblins em Myria, por isso muitos dizem que eles são originários da lua, outros dizem que eles vieram através do Portal de Hass.

As ruínas de Fargost

Fargost foi uma cidade da época anterior ao mundo atual, hoje só restaram destroços e escombros causados, provavelmente, pela Guerra Divina.

No interior dessas ruínas foram encontrados materiais que permitiram desvendar segredos do passado como alguns textos, que apesar de estarem escritos em língua antiga ainda foi possível obter algumas traduções.

Nestes textos foram descobertas profecias sobre o futuro, apesar de somente os mais altos sacerdotes possuírem conhecimento delas, dizem que algumas já estão acontecendo.

Pedras Elementais

As Pedras Elementais, também conhecidas como Dhyus, são cristais contendo o poder de cada caminho elemental, suas primeiras aparições noticiadas desde os primeiros registros encontrados, mas suas origens até então eram um mistério.

Somente poucas pessoas conseguiram manifestar os poderes das Dhyus, eles afirmaram que ao ativar as pedras eles haviam ganhado algum tipo de poder ou marca que os fortaleciam e que tinham consigo o poder dos guardiões elementais (criaturas com enorme poder que protegem um elemento).

Esses poucos portadores diziam que as pedras que os havia escolhido como seus portadores, pareciam que estavam vivas. Já estudiosos diziam que as pedras obedeceriam a um ciclo de funcionamento e fora deste período não passariam de pedras normais.

 

A Batalha Mágica

Mais um grande marco na história de Myria, essa foi a segunda vez que os deuses tiveram que juntar forças e sair de Phangar para a luta.

Essa batalha aconteceu há 20 anos, quando seis pessoas portadoras das Dhyus representando os caminhos da magia: água, fogo, luz, terra, trevas e ar conseguiram o grau máximo de ativação das pedras e o poder dos últimos guardiões. Esses portadores, julgando estarem com poderes infinitos, desafiaram os deuses para decidirem quem seriam os novos governantes de Myria.

A batalha ocorreu próxima à cidade de Konisberg e teve menos que uma semana de duração, apesar da perseverança e resistência dos portadores, eles não foram páreos para a ira e o poder dos deuses.

Após essa disputa, as pedras elementais desapareceram da face do planeta e seus portadores jamais foram vistos novamente.

A Profecia

Esta profecia foi encontrada nas ruínas de Fargost, pouco tempo depois da Batalha Mágica, e foi apresentada ao público uma tradução precária dizendo:

                "Quando a hora certa chegar, os deuses enviarão ao mundo o salvador, aquele que trará a paz e a vida".

Não se sabia até onde isto era verdadeiro ou se havia alguma manipulação de informações pelo Conselho dos Sumo-Sacerdotes, a única verdade é que o texto original foi deixado à mostra para que todos pudessem ver (apesar de ninguém saber a língua antiga e não poder contestar o que foi dito):

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λΦю↕þσ\ә_≡, ә Π↕þ¿әþσ\ә ә±σәσ\әµә. ’ ”

Muitos contestaram a tradução apresentada e até mesmo sobre a veracidade do documento encontrado, mas como a grande maioria da população segue fervorosamente as idéias propostas pelo Conselho, logo esses “alarmantes” foram esquecidos ou mesmo ignorados.

O Eclipse

Cinco meses atrás aconteceu um fato que chocou e preocupou muita gente em Myria. Durante uma bela manhã ensolarada, as quatro luas de Myria se alinharam e encobriram o Sol, tudo escureceu e o dia virou noite.

Esse fenômeno durou cerca de uma semana, o que causou grande pânico nas cidades, chegaram a pensar que Necron tinha dominado Phangar e estava novamente abrindo os portões de Infyrrell, ninguém sabe o que realmente aconteceu e várias suposições foram formuladas, mas nenhuma comprovada.

Durante esses oito dias sem a luz do sol, muitos relatos de mortos-vivos se espalhando foi ouvido, animais e plantas foram encontrados mortos e doenças nunca antes vistas também surgiram.

 

A Praga

Após o eclipse, teve-se a notícia do surgimento da praga, uma doença nova, totalmente imune à curas mágicas e ervas conhecidas.

A doença se manifesta no primeiro estágio através de grandes manchas negras espalhadas pela pele, no segundo estágio o doente sofre febre e fortes dores por todo o corpo e no estágio final e muito grave as manchas negras eclodem, expelindo sangue e uma substância negra, levando o doente a morte.

Muitas pessoas já morreram e muitas outras estão infectadas, esta doença tem tornado-se perigosa e está sendo muito estudada para que uma cura seja alcançada. Ainda não descobriram qual a sua forma de contágio, por isso os doentes estão sendo mantidos trancados em quarentena, são exilados de suas cidades ou até mesmo assassinados.